ENDOCRINOLOGIA

Qualidade de vida e diabetes

Qualidade de vida e diabetes

Estima-se que 7 a 10 % de nossa população possua o Diabetes Mellitus, números alarmantes, um verdadeiro problema público de saúde. Em 2030, segundo previsões, haverá cerca de 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que 2/3 destes pacientes estarão em países em desenvolvimento, entre eles, o Brasil. Estes números podem ser explicados por fatores como o crescimento importante da população e seu envelhecimento, pelo aumento da urbanização, do  sedentarismo e principalmente pela epidemia de obesidade.

O Diabetes Mellitus em associação a suas complicações, principalmente as doenças cardiovasculares,  encontra-se entre as maiores causas de morbimortalidade no mundo. A boa notícia é que com prevenção e informação podemos tentar melhorar essa realidade.

Não é preciso esperar os sintomas clássicos de DM aparecerem, como perda de peso, aumento da frequência urinária, fraqueza e turvação visual para fazer a investigação da doença. O quanto antes for o DM diagnosticado e tratado, melhores serão a evolução e a qualidade de vida do paciente. É extremamente importante que os pacientes façam exames de rotina, mesmo que assintomáticos, especialmente aqueles que estão acima do peso; aqueles que apresentam histórico de DM na família e os pacientes acima dos 40 anos.

O diagnóstico pode ser feito de maneira simples. Basta um exame de glicemia em jejum em que são considerados normais valores inferiores a 100 mg/dl. Os valores na faixa entre 101 e 125mg/dl são considerados como pré-diabetes e valores maiores ou iguais a 126 mg/dl já são diagnósticos de Diabetes Mellitus. Podemos considerar também valores de glicemia capilar aleatória maiores que 200 mg/dl também fazem o diagnóstico. Outro teste bastante importante é o da hemoglobina clicada que fornece informações sobre o estado da glicemia nos últimos 3 meses.

Ter uma vida saudável é possível para diabéticos, basta adequar-se a uma alimentação equilibrada e seguir as recomendações médicas. Hoje contamos com um arsenal terapêutico muito melhor, podemos usar medicações com poucos efeitos colaterais e, juntos, médico e paciente, podemos manter os níveis glicêmicos dentro dos parâmetros normais por muito mais tempo.

Preocupar-se com a saúde deve fazer parte de nossas obrigações e deve-se incorporar ao nosso estilo de vida. O cuidado de hoje reverte-se em benefícios e pode garantir um futuro muito melhor.

Dra. Cristianne Ferrari Pedral Sampaio Serviço de Endocrinologia do Hospital IBR

Dra. Cristianne Ferrari Pedral Sampaio
Serviço de Endocrinologia do Hospital IBR


Postado em
14 de novembro de 2016

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